O filme sobre tema de manipulação de resultados no boxe é “O Lutador” (The Set-Up), de 1949, me foi mencionado pelo Embaixador Milton Torres, quando “10 Segundos Para Vencer”, do eterno Éder Jofre. A corrupção e a manipulação no boxe e no esporte em geral, não é novidade.
Dia 29 de março já damos partida ao Campeonato Brasileiro? Enquanto isso a Copa do Nordeste avança, e a data FIFA terá Brasil em Brasília. Prato cheio, mas também repleto de polêmicas e problemas estruturais. Já tivemos a convocação de jogadores envolvidos com investigações e suspeitas de envolvimento com manipulação de jogos, entre outros assuntos. Difícil não respingar no amarelo ouro da camisa brasileira.
Um lugar onde todos saem perdendo. E ele acontece com mais frequência do que as pessoas tem noção. Por conta disso, e com razão, uma boa parte da sociedade é contra a prática dos jogos. Não é nosso caso. Entendemos ser possível se divertir quando jogamos e sonhar com algum ganho. Mas quando entra em cena a falcatrua, não dá pra defender, é tolerância zero.
Uma das responsabilidades do Governo Federal é desenvolver leis e aplicar as mesmas para punir aqueles que mancharem a qualidade e as melhores práticas desse setor. No Brasil, a CPI da Manipulação de Jogos acaba de apresentar o relatório final de uma investigação envolvendo gente do mundo do futebol.
Fique atento a esse assunto, que distorce completamente os princípios que regem as melhores práticas nos jogos.
A CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas, aprovou um relatório final que busca combater a manipulação de resultados em competições esportivas, especialmente no futebol brasileiro. O relatório é resultado de quase um ano de investigações.
Os indiciados, Bruno Tolentino, – tio do jogador Lucas Paquetá, por envolvimento em esquemas de manipulação – William Pereira Rogatto – conhecido como “Rei do Rebaixamento”, já preso em Dubai – e Thiago Chambó Andrade.
O relatório pede as seguintes mudanças na lei para combater melhor a manipulação:
Emenda Constitucional: Torna obrigatório que qualquer cidadão compareça a uma CPI, mesmo que seja uma autoridade pública.
Projetos de Lei: Aumentam a pena para fraudes em eventos esportivos e criam o crime de fraude no mercado de apostas. Além disso, propõem punir atletas que forneçam informações privilegiadas para apostas.
O relatório será enviado à Polícia Federal, Ministério Público e outros órgãos para prosseguir as investigações.
A proposta de limitar as “apostas simples” (single bets), que facilitam a manipulação, me parece mais que fantasiosa, pois invade o direito de se apostar. Já a recomendação de que o governo melhore a comunicação entre órgãos para combater a manipulação, pega leve com um ambiente desestruturado para esse fim, o governo arrecada sem se estruturar.
A integridade do esporte é o pré-requisito para um jogo limpo. Sem ela, o jogo deixa de ter sentido. Voltaremos ao assunto para falar de um caso nos Estados Unidos e da relação entre patrocinadores com marcas nas camisas de times das empresas de jogos online.


