SÓ RESTAM QUATRO


Lá estão eles, com méritos. A destacada França, a consistente Espanha, a surpreendente Inglaterra e a Argentina de Messi. É preciso traduzir musicalmente em vários idiomas a dança das cadeiras que se dará.
É certo que até aqui a França, sem desfalques e um ataque de manual, vem sobrando em relação aos seus adversários. Exceção ao jogo contra o Paraguai, onde uma penalidade resolveu a conhecida retranca. Cada vez mais, não custa repetir, as linhas de defesa protegem o goleiro me fazendo lembrar do Hóquei sobre Grama. Como tem sido difícil fazer gols em esquemas fechados, sem querer nada da partida, a não ser levar para os penaltis. O espetáculo perde muito com as regras atuais, cuja ênfase é não perder, uma vez que mais fracos.

A Espanha correu mais riscos, tanto com Portugal, quanto no embate com uma Bélgica envelhecida que perdeu seu principal trunfo defensivo, o melhor goleiro do mundo. A mesma falha cometida por seu substituto foi repetida pelo goleiro da Noruega, que falhou gravemente, dando um passe para o camisa 10 da Inglaterra. A Noruega poderia ter liquidado a partida contra os ingleses no primeiro tempo e só não o fez porque o Sorloth decidiu não dar o passe para Haaland, uma disputa pessoal pela mesma posição, e pelos gols, suponho. Fez falta ao longo do desenrolar da partida.

Ali não escaparam da primeira das duas prorrogações. Uma coisa é jogar em modo de gala, porque a maratona destrói os mais velhos numa extenuante peleja. Não haverá como escapar das lembranças do confronto político de outros carnavais, por conta da Guerra das Malvinas. O confronto trará uma pauta geopolítica retrô, fora das quatro linhas, com mais ênfase do que outros casos hipertrofiados pela imprensa em busca de audiência no ti-ti-ti.

A Argentina era favorita, como em 2014. Foi fazer um gol com facilidade num escanteio e deixou rolar. A Suíça foi gostando do jogo, começou a dominar, pressionou e fez o seu gol de empate. Até que entra em cena o EMBOLO. Já tendo sido violento antes, simulou e caiu na arapuca da novidade dessa Copa: o erro de identidade. O juiz foi enganado e o VAR foi avisado.

Por falar em VAR, em todos os jogos dessa etapa, teve participação determinante. Tenhamos certo, puzadas de camisas, empurrões, entre outros lances discutíveis, passaram em branco pelos árbitros. Quem foi mais rigoroso, foi repreendido. Dessa parte não gostei, aumentamos contato e violência no futebol.

Todos os quatro sobreviventes merecem estar onde estão, cada um a sua forma.