Aqui vai uma recomendação das mais básicas. Definimos um clássico como o encontro de adversários com longo histórico de confrontos, consolidados ao longo de muito tempo. Suas camisas ganharam um peso que não pode ser medido apenas pelo desempenho num período curto, uma boa fase, um ótimo ciclo. Também se considera o tamanho da torcida, o número de títulos e o equilíbrio do enfrentamento.
Tomando como exemplo uma realidade mais estável, os times do Real Madri e do Barcelona estão no topo dessa prateleira, onde a rivalidade acrescenta um outro tempero, uma outra importância para os envolvidos. Há quem diga que são essas partidas que mobilizam o que há de melhor no elenco de cada esquadrão, pois as atenções são em outra escala. Cabe dizer, todos se desdobram por isso.
Nesse período estamos assistindo as finais dos Campeonatos Estaduais, por muitos desvalorizados, mas que são justamente os que promovem o renascimento dos clássicos regionais, e uma discussão sobre a distância financeira e técnica entre times, quando em teoria existe uma potência naquele lugar, em detrimento dos demais.
Olhando pelos valores das contratações, fica claro por aqui a distância, por exemplo, entre Palmeiras e os seus adversários na praça de São Paulo. Mas quem viu os jogos entre os quatro semi-finalistas dessa praça, viu a dificuldade que foi para que dois times chegassem ao objetivo da disputa, desses estaduais, que todos dizem não valer nada, mas enchem estádios e promovem disputas acirradíssimas.
Pergunto aos senhores: tem barbada? A resposta é, não. Portanto, o que pode pesar mais na hora de escolher um palpite, é o seu desejo como torcedor. Se for esse o caso, considere separar as coisas. Vá ao estádio torcer, ou ligue a televisão para assistir a decisão, mas guarde seu recurso para uso em partidas onde a disputa não seja nivelada pelos fatores envolvidos numa arena onde há muito mais em jogo do que o resultado de um partida. Um clássico é uma questão de honra.


