As disputas e discussões jurídicas já eram previstas. Nada pior para o ambiente e insegurança dos negócios e da comunidade de apostadores. Os ataques do Governo Federal a uma estratagema utilizada por grupos que encontraram uma fórmula para atuar sem a participação direta continuarão, das mais diferentes formas.
Dessa vez é a suspensão pura e simples dos direitos de funcionamento. Imaginem os senhores, investindo tubos de dinheiro para divulgação de marcas novas, na condição de patrocinador master na camisa do time de maior torcida do país, ser atropelado por uma decisão dessa natureza, nas mãos do Ministério da Fazenda, ficando 90 dias sem poder desenvolver suas atividades com normalidade. Nada poderia ser pior, afora o fato que o prazo está sendo dado para que os apostadores retirem seus recursos das suas carteiras nesse determinado grupo empresarial.
Se fosse no setor financeiro, o equivalente a um Banco de Investimentos, ao determinar o saque de todos os clientes, estaria assim decretando o fechamento das portas e da atividade do grupo econômico. Detendo esse poder e a facilidade de arrecadar fazendo pouco ou quase nada, é de se esperar que algumas reações aconteçam. A começar pelas agremiações de futebol patrocinadas pelas marcas afetadas.
Não fosse isso suficiente, o caso envolvendo a Caixa Econômica Federal é muito pior, porque acusa um verdadeiro tiro no pé. Ao incluir uma das maiores instituições financeiras do país nessa proibição descabida e exarcebada, demonstra o completo desconhecimento da história dos jogos no Brasil e a importância da CEF na condução de atividades do Estado como único detentor de direitos para operar jogos no país, por décadas.
A loteria esportiva, a Mega-sena e tantos outros produtos que nasceram da Caixa Econômica Federal são um marco da vida e dos sonhos de uma boa parte da população. A decisão do Governo, pela via de seu Ministéro da Fazenda, é fruto apenas da incompetência, despreparo e abuso de poder, desproporcional as circunstâncias, que podem ser conduzidas de outra forma.
Um escárnio.



