Encontrei numa festa de Cabaré temática uma destaque de Escola de samba, pouco antes da sua performance. Chamou minha atenção seu colar dourado, sustentando um número 7, incrustado de pedras semi-preciosas. Não resisti e perguntei o motivo do número, ela me respondeu, sem pestanejar “por causa da minha pombagira”. A primeira razão, para a queda do primeiro nunca. Desordenar tudo, pois enquanto escrevo, o CR7 – olha o 7 aí de novo – faz o gol de empate de Portugal, com a narração confirmando com um “nunca diga nunca” o segundo motivo para que o sempre conviva com o nunca. Duas faces da mesma moeda, o sempre e o nunca. Aquela frase? Nunca se sabe o dia de amanhã? É que apesar das probabilidades, tudo pode acontecer. Eu mesmo, certa vez, sonhei nitidamente que fazia sexo com duas moças diferentes, em duas noites seguidas, em lugares completamente distintos. Me diga, você acha que um dia eu imaginei isso? Nem eu, nem você, então esse é o nosso terceiro acontecimento, realizado plenamente, com riqueza de detalhes. Deus queira que aconteça mais vezes.
No mais tradicional torneio de tênis, em Roland Garros era pra ter caído uma das marcas do “nunca”, para o Sinner. E nesse caso, tudo vai depender do viés das suas ESCOLHAS NARRATIVAS. O melhor jogador até a final, número 1 do ranking mundial, nunca havia perdido um set sequer nas partidas. Perdeu logo três, e com eles o título tão sonhado. Nosso quarteto de “nunca” chegou. É aí que entra Alcaraz…
Dono de uma mentalidade vencedora – necessária aos competitivos – o espanhol fez dupla com esse italiano que não erra. Entram para a história por terem jogado a partida mais longa de todos os tempos em Paris. As mais de 5 horas, para uma disputa individual é algo nunca feito, no caso o nosso quinto. Motivo para mudanças em discussão sobre tempo e número de módulos a disputar por partida. Tempos de Tik Tok e Spike Lee na platéia, fazendo filmes de 2 horas? Mudanças em curso, cuspir pra cima é arriscado.
Volto a Alcaraz. Fez dois pontos de saque em sequência, numa hora decisiva, acrescentando dois drop shots num combo que nunca Roland Garros viu. Sextou de nuncas.
O último que escolhi, a partida mais ganha, já perdida por um atleta no saibro de Paris. O nosso campeão Guga já pré-anunciava a passagem da coroa, que sucumbiu a barreira mencionada por Rafael Nadal no dia das homenagens: lhe fal tou a tal TENACIDADE, conceito bem diferente da resiliência.
As marcas serão sentidas por muito tempo, Nunca me esqueci do volei feminino brasileiro, perdendo seu jogo ganho, por medo de finalizar. Partidas sempre acabam? Nem sempre, mas isso é outra história.

A TOURADA DE NEW YORK
Uma decisão monolingue. O idioma da Copa do Mundo foi o espanhol. A cultura hispânica desenvolveu ao longo de décadas uma forma de jogar bola


