“Como pequenas correções de escalação podem aumentar exponencialmente as chances do Brasil na Copa do Mundo de 2026”, foi como a IA interpretou aquilo que escrevi abaixo. O “exponencialmente” é um pouco de exagero, entusiasmo de quem está no ramo faz pouco tempo. Ao “ler o texto”, a IA confirmou o que a minha falta de modéstia já sabia: “esse texto rende um painel excelente” – que eu resolvi chamar de CARTELA(S), por duas razões, bom jogo de palavras com o nome CARTILHA, e porque as crianças e adultos que colecionam figurinhas se identificam com essa linguagem visual – “porque mistura análise tática, ciência do esporte, percepção visual dos atletas e cenários de otimização”. Como já havia definido padrões de uso semântico e de formato com a finalidade de ao final ter um “ÁLBUM DE CARTELAS”, a IA sugeriu: “eu o transformaria em algo próximo dos seus painéis “Curva de Desempenho” e “Temperatura do Jogo”, mas focado em ENGENHARIA DE RENDIMENTO da Seleção Brasileira.”
Vou começar pelo fim. Vi Endrick jogar ao lado do Renato Gaúcho, no jogo de fim de ano do Zico. Já estava aprovado, é perfil decisivo, foi desperdiçado pelo Abel no Palmeiras, que só recorreu a ele na iminência do fracasso do time. Na Europa, início complicado, fora do Real em crise, brilhou. Vini, soberano, lembrou a dupla quando no Flamengo. Raphinha e Martinelli são velocistas redundantes, úteis mas não definidores, só precisamos de um dos três por vez em campo. Nas partidas muito fechadas e de defesas extremamente consistentes, um Luís Henrique tem papel chave, com suas firulas desconcertantes. Rayan é melhor como um vertical parede se projetando, aliado dos reservas atacantes. Defesas abertas sofrerão.
Os problemas para minha escalação com o parceiro italiano está no meio e defesa. Bruno Guimarães é ídolo na cidade onde joga, mas Danilo Santos será melhor em partidas mais pegadas. Times como a Alemanha, máquina bem mais azeitada, não dá pra encarar.
Gabriel Magalhães, parece que ainda sofre após a perda da penalidade na final da Champions. Nossa defesa inspira cuidados e gera desconfiança, até mesmo contra um fraco Haiti. Nossa melhor opção é fazer muitos e levar poucos. Nossa equipe está numa safra fraca de laterais, goleiros e zagueiros, com Casimiro redefinindo seu plano de carreira, ao sair do Manchester United. Há muito que ajustar e nada mais a acrescentar, a não ser Neymar, ainda que por 10 minutos.
Como amante do futebol de nosso país, deixo minha contribuição no que poderíamos chamar de Análise de Rendimento para a Seleção de Futebol do Brasil. As partes mais sensíveis, que poderiam afetar negativamente os envolvidos, deixo para as manifestações no Estádio. A voz do povo pode até não ser a voz de Deus, mas ela fura bolhas que circulam em torno de interesses que na maioria das vezes bloqueiam a evolução.
Dedico esse artigo ao mais calmo técnico entre nossos campeões, profundo conhecedor – com quem um dia farei no céu uma Escola de Samba com o nome Acadêmicos do Futebol – Carlos Alberto Parreira.
Da série: CARTELAS DO CARTILHA
APRENDA A JOGAR BEM


