Agradeçam ao Valência, atleta que ostenta passagem heróica e gols pelo Equador. Lembro-me que o Internacional aproveitou uma janela para se reforçar e aumentar suas chances de ganhar a Libertadores, junto a um goleiro melhor, pegador de penalidades, sendo o goleiro muito elogiado por gente bem informada, titular de uma seleção. O goleiro hoje é reserva de sua seleção, Valência perdeu contra o Fluminense uns três gols cara a cara, o tricolor foi campeão da Libertadores, sonho antigo.
Na ocasião, estava assistindo a partida entre o Internacional e Fluminense com o mestre Iata Anderson, lenda do jornalismo esportivo brasileiro. Nunca esquecerei sua frase: “como é que esse cara me perde três gols desse?”. Iata não está mais entre nós, mas dessa vez manifestaria um ponto de vista que me ocorreu. O herói equatoriano passou a distribuir presentes divinos, premiando causas perdidas. Não sei por onde isso começou, mas no Brasil o beneficiado foi o tricolor das Laranjeiras, caráter mais restrito, ultrapassado hoje na dádiva a Curaçao.
A jogada e o chute ligaram os dois momentos. Um levantou a Taça da Libertadores, a outra ganhou pela primeira vez na história, um ponto, ao empatar com o Equador, após ter perdido por 7 X 1 da Alemanha
Os goleiros também protagonizam o que acontece nos resultados, o Room se junta ao Vozinha como heróis de suas seleções. O goleiro Room entra pro livro dos recordes ao fazer mais de 15 defesas no tempo regulamentar.
Para alguns o alvo é a Copa, para outros um empate, um chute a gol, uma vitória improvável, uma presença nas oitavas, quartas, semi, final. Cada um leva para casa de volta, ao menos um pedacinho desse acontecimento, cujo valor é relativizado e o peso de cada partida assume ponderações distintas.
A Copa é Multiverso.
Da série: CARTELAS DO CARTILHA


