Nessa fase de grupos, quem não acreditava nos protagonistas se deu mal. A começar pelo Messi em seu hat-trick que rompeu o limite de gols em Copa, já se encarregou de garantir mais dois. Quem o persegue, MBappé também cumpriu sua parte na história, contando com companheirismo de sua equipe. Nessa lista, os Vikings e Haaland remaram e marcaram, assim como o inglês Kane querendo confirmar sua ótima temporada. Já Cristiano Ronaldo e seu esquadrão demoraram mas chegaram, com uma bela apresentação e a ocupação isolada de único atleta que marcou em seis Copas do Mundo, deixa Portugal mais leve.
Nós ainda esperamos a estréia de Neymar, o jogador mais caro da história do futebol, para muitos, acabado, tal qual CR7. O que se vê são times solidários com suas estrelas, sejam elas já no ocaso, ou nascentes, ou no ápice. É difícil adivinhar quando uma estrela se apagará, quando o assunto é talento, que ao longo da trajetória, muda a forma de jogar, redefine as leis de espaço-tempo, empilham recordes, mobilizam multidões.
Ainda no início da competição, algumas expectativas foram plenamente correspondidas, até mesmo de países mais periféricos nessa disputa, com gol e assistência do craque do Egito, Salah, que me lembra a inteligência do Zico, nosso Galinho de Quintino.
Menosprezar um craque por não performar como fazia no passado em uma temporada como artilheiro é um erro, o Rei Pelé já nos ensinou essa lição, em 1970, após o fracasso em 1966 e considerado acabado, foi o protagonista do tricampeonato do Brasil e ao se aposentar foi levar sua arte para os EUA, onde a final será disputada.
Todos os craques sendo validados hoje, copiam o maior de todos os tempos, o atleta do século, completo, bom em absolutamente tudo, que deve figurar no centro dessa que talvez seja a mais incensada constelação de alinhamento cósmico de recordes, jogadas geniais e disputas das mais diversas.
Não se pode esquecer, futebol é um esporte coletivo e portanto exige harmonia, espírito de equipe e muito entrosamento. O tempo de convivência pode ser a solução ou o problema, dependendo da forma como um determinado grupo é formado e conduzido. As disputas internas, se envenenadas e alcançarem um nível tóxico podem comprometer qualquer ambição maior.
O título é apenas um dos alvos, as torcidas saem felizes ao ver a bola ser bem tratada pelos seus. O elenco de apoio do Rei Pelé tinha simplesmente 5 camisas 10 de seus times em campo, algo que nunca aconteceu em qualquer Copa da História.
Da série: CARTELAS DO CARTILHA
APRENDA A JOGAR BEM


